Há muitos anos atrás, o empresário e consultor Mark Sanborn trabalhou para uma companhia cujo presidente era obcecado pelo número de horas que seus empregados trabalhavam. Ele fazia questão de notar quem chegava cedo e quem saía tarde. Na sua opinião, todos os outros não passavam de enroladores.

Até onde Sanborn pôde perceber, ninguém jamais disse ao presidente o quanto era míope essa sua abordagem. Em vez de recompensar resultados, ele recompensava o tempo em que seus funcionários mantinham o traseiro sobre a cadeira. Em vez de concentrar-se na saída, ele concentrava-se na entrada. A maioria detestava essa prática, mas ninguém nunca falou isso a ele.

Quantas das suas atitudes levam silenciosamente os seus empregados à loucura, sem que você o perceba? O próprio Sanborn aponta cinco entre os deslizes mais comuns que afligem os líderes:

1. Você recompensa as coisas erradas.

Tarefas recompensadas são cumpridas. Este é um axioma de administração tão familiar, que é quase um clichê. Ele é, todavia, inteiramente verdadeiro. Seja onde for que a atenção do chefe é concentrada, ali também concentra-se a atenção dos empregados. Aquilo que você nota e recompensa será executado por eles com mais frequência.

Identifique e concentre-se nos resultados que realmente contam. E não seja como o executivo acima que confundia atividade com realização.

2. Você não escuta.

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Mesmo que seu empregado venha e lhe diga que vai desmaiar, você de repente não o ouve. É tão comum estar distraído com outras preocupações.

Tornar-se um melhor ouvinte é na verdade um tanto fácil. Quando um empregado estiver no seu espaço de trabalho para conversar, desligue os alertas dos seus emails, feche a sua porta e deixe o seu monitor entrar no modo de descanso de tela. Dê a sua integral atenção à pessoa que está na sua frente. Eles sentirão que você os valoriza, e assim haverá uma grande chance de que você aumentará a qualidade e a velocidade da interação.

3. Você não nota o que os seus empregados estão fazendo.

Brittney era uma gerente financeira em uma firma de um cliente. Ela era exuberante e extrovertida. Ela também tinha a habilidade de chamar a atenção para as suas “contribuições,” ainda que muitas delas não fossem tão significativas assim. Os outros empregados detestavam a sua auto-promoção. Mas o que os deixava realmente danados era o reconhecimento que os esforços de Brittney recebiam da administração, por serem tão facilmente observáveis. Os líderes não prestavam atenção ao bom – e frequentemente melhor – trabalho que outros estavam fazendo.

Trabalhos de estupenda qualidade são muitas vezes realizados nos bastidores, longe dos holofotes. As lantejoulas da auto-promoção não cegam os grandes empreendedores. Eles vão atrás das pessoas que estão realizando um bom trabalho, e fazem questão de notá-las. Preste atenção à gente que faz um bom trabalho, e diga-lhes que você notou. E não se deixe enrolar por quem apresenta mais auto-promoção do que resultados concretos.

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4. A sua atitude é um horror.

Bill é um empreendedor que vive reclamando de como os seus empregados são terríveis no atendimento aos clientes. Ele critica e diminui mesmo os seus melhores esforços. E ainda assim, ele fica espantado de como esses mesmos empregados tratam mal os clientes. A ironia escapa-lhe inteiramente.

Atitudes são contagiosas. Nossos neurônios captam e são afetados pelo clima da gente à nossa volta. E líderes são especialmente poderosos em sua capacidade de influenciar o astral dos membros da sua equipe.

Não espere que os outros sejam mais otimistas do que você, ou que tratem os clientes melhor do que você trata os empregados. Há alguns poucos empreendedores que talvez tenham-se esquivado desta bala, mas não em número suficiente para serem estatisticamente significativos. A sua atitude é contagiosa, portanto preste atenção como você se comporta no ambiente de trabalho no dia a dia.

5. Você não consegue ficar de boca fechada.

Um jovem empreendedor que chamaremos de Bob adorava compartilhar informações confidenciais de terceiros. Em uma happy-hour após a jornada de trabalho, ele fez um comentário sobre uma colega que não estava presente na ocasião. A observação não foi lá muito lisonjeira, e causou um instantâneo mal-estar junto ao grupo. A funcionária, um membro valioso e produtivo da equipe, soube da traição de confiança e ficou ultrajada. Ela deixou a companhia pouco tempo depois.

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Não pense que a confiança possa ser efetivamente compartimentalizada. Se você tiver a fama de ser indigno de confiança na sua vida privada, poucos confiarão em você em sua lida profissional. Se as pessoas não confiarem em você, elas o seguirão movidas antes pelo conformismo do que pelo compromisso.

Ninguém é capaz de ler pensamentos. Se você deseja descobrir por que a sua equipe está descontente, trabalhe na construção da confiança, e esteja igualmente aberto tanto para as notícias boas quanto para as ruins. Pergunte-lhes o que eles realmente pensam. E o mais importante de tudo: ouça.

Marco Fernandes

ProLucro Consultoria Empresarial

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