Semana passada eu li um artigo interessante sobre mais um guru de empresas americano. Como todo consultor famoso, ele otimizou um processo já conhecido, deu um nome pomposo pra ele, usa e abusa da neurolinguística e tem um ótimo plano promocional. E tudo com muita competência, essencial para o sucesso. Mas a chave do seu negócio está no primeiro item, ele otimizou, evoluiu uma técnica, e teve a aprovação de seus clientes. Existe um mérito inicial inegável. Se o sucesso é desproporcional, isso é outra história. Não parece o caso.

O que ele propõe é uma técnica de planejamento baseada em uma frase simples: libere sua mente e sua produtividade virá. A técnica é interessante e quem quiser ver mais sobre o assunto veja as trilhas ao fim do artigo. Se juntarmos com a teoria do ócio criativo, do Domenico de Masci, ameaçamos colocar o empresário no paraíso. Mais ainda, este consultor vive uma forte busca existencialista, mas deu a ela aplicações práticas. E inclui Deus nesta busca. Ou seja, vai na linha da desmistificação do ditado que diz que empresário que começa a filosofar quebra.

O estímulo final para este artigo veio de outro artigo, lido dias depois, que fala de um empresário que trabalhava 18 horas por dia e que conseguiu ir morar na praia e de lá comandar suas empresas, pela Internet e telefone. Ele ainda continua trabalhando muito, mas intercalando o serviço com aulas de surf, pesca oceânica, musculação e tênis, além de dar mais atenção à família. Ele quebrou muito paradigmas para conseguir fazer isso. E todos nessas linha, de ter tempo pra pensar, com isso planejar melhor e por fim ter um modelo de trabalho e vida melhores. E ele só tem 30 anos.

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Essas e outra técnicas sinalizam uma linha evolutiva consistente nessa direção. As consultorias estão incorporando cada vez essas abordagens, que estão perdendo o rótulo de alternativas e se mostrando tão ou mais importantes que as tradicionais técnicas gerenciais. Pessoas e instituições, mesmo as pequenas, estão mudando e precisando de novas soluções.

A notícia boa é essa. Tá ruim? Existe jeito de fazer diferente e mais gostoso.

A notícia ruim é que é preciso mudar. E isso é difícil pra caramba. Dói.

Você, meu amigo empresário, só de ser adulto já se torna um bicho complicado pra mudar. Tem uma visão de mundo formada e quase sempre cristalizada. Só troca o (que você acha) certo pelo certíssimo. E nem sempre o mundo tem tempo para te convencer. E como você tende a ter uma auto-estima elevada, já que tem força de fazer as coisas acontecer, de realizar sonhos, a situação se agrava com a presença natural de mais uma característica de quem é assim: alguma dose da cegante arrogância. Doeu? Desculpa. Mas tá doendo em mim também.

Isso é tema para muitos posts, mas esse já ficou grande. Talvez volte no tema outro dia. E quem quiser mais, cole no seu buscador, cada hora um, os blocos de palavras abaixo:
David Allen realizando tarefas / ócio criativo Domenico de Masi / pegn Claudio Marcellini franquia virtual

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Abraços,

Flávio Barcellos Guimarães

Consultor

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