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A Tragédia do Novo Corona Vírus – Notas de um Generalista

Bom dia, meus clientes e amigos.

Nesta linda manhã, primeiro domingo de outono deste trágico 2020, resolvi escrever sobre tudo isso que estamos vivendo. O auto confinamento me deu tempo.

Como vou dedicar este artigo não só aos clientes, mas também aos amigos e amigos dos amigos, dei a ele um caráter mais genérico. Aos clientes volto em breve com outro mais direcionado aos negócios em crise.

Para quem não me conhece, meu nome é Flávio, eu não sou cientista, médico, governante ou qualquer profissional que está na linha de frente desta tragédia. Sou apenas um consultor empresarial especialista em pequenas empresas. Minha profissão, no entanto, me põe em contato com quase todas as áreas do conhecimento humano e todos os tipos de pessoa. São mais mil empresas atendidas ao longo de 21 anos de profissão. A consultoria em pequenas empresas exige o que chamo de uma “abordagem holística”. Isso me tornou um generalista. E essa foi minha ânsia, construir um pensamento completo sobre o tema, holístico, com viés técnico e prático ao mesmo tempo.

Como consultor empresarial, a tríade diagnóstico, metas e plano de ação faz parte indelével do meu processo de trabalho.

Desses três, o diagnóstico é o principal. Diagnósticos mal feitos levam a conclusões e decisões equivocadas. Todos nós estamos diagnosticando a situação, sem parar. Só que agora o meu diagnóstico me pareceu suficientemente consistente para arriscar sua divulgação para os amigos. Se não chego a estabelecer metas claras e objetivas, proponho um plano de ação inicial com o que o diagnóstico nos proporciona.

Não há aqui qualquer pretensão que não seja de contribuir de alguma forma nessa angustiante situação. Para isso, tento focar importantes pontos da questão de forma bem objetiva e didática, ainda que sujeita a erros. Isso se repete nas proposições. E fico aberto ao debate.

Didaticamente, optei por ir fazendo algumas perguntas. E evitei mencionar fontes, pois são tantas e tantas.

QUANDO ESSA EPIDEMIA VAI DE FATO ACABAR?

Baseado em outras epidemias, ou seja, é uma previsão científica, mas não 100% segura, apena quando 60% a 70% da população estiver imune. Para isso acontecer é preciso que todas essas pessoas tenham contraído a doença, pois isso gera imunidade, ainda que não se saiba por quanto tempo. Mas a probabilidade de ser por muito tempo é alta. Se não houvesse prevenção, bastariam 3 ou 4 meses. Mas a um custo altíssimo de vidas. Volto mais á frente nesse ponto.

A outra forma de imunização depende de inventarem a vacina, produzirem em larga escala e vacinarem quem ainda não é imune até alcançar esses percentuais de imunidade.

Alcançado esse percentual, qualquer vírus tende a acabar, ou virar residual.

Como ainda não há vacina ainda, ela vai chegar otimistamente em um ano, até isso acontecer vai ser uma luta maluca da humanidade contra o vírus.

Esse é o primeiro fato: antes da vacinação, cenário de guerra. E SEM PREVISÃO DE TÉRMINO DA EPIDEMIA.

MAS A CHINA NÃO ESTÁ CONTROLANDO A EPIDEMIA?

A China será sempre a nossa referência, pois está dois meses à frente do resto do mundo. Ela está controlando, não acabando. Essa é minha visão, não li isso em qualquer lugar e vejo, assim, a maior omissão, deliberada ou não, das informações.

Com a quarentena forçada, a transmissão parou, mas pequena parte da população chinesa está imune, mesmo na província onde tudo explodiu. Ou seja, basta entrar um infectado lá para começar tudo de novo. É claro que agora todos estão mais atentos, tem mais kits de exames, sabem tratar melhor e com mais sucesso, haverá menos mortes. Mas o problema vai persistir.

O que eles vão fazer? Voltar com a vida normal e tentar recuperar a economia que está em frangalhos? E correr o risco de começar tudo de novo? Vão usar um meio termo? E a renda das pessoas?

NINGUÉM SABE. SE SABE, NÃO DIVULGOU.

Este cenário aí, obscuro, é nosso sonho: chegarmos onde a China chegou. É nessa encruzilhada que estamos loucos para chegar. Ou seja, enquanto a vacina não chega, estamos tentando sair da corredeira e conseguirmos nos agarrar em uma raiz na margem. Melhor do que nada.

ENTÃO VOLTEMOS MA PRIMEIRA OPÇÃO.
E SE DEIXARMOS TODO MUNDO PEGAR A DOENÇA?
NÃO ACABARÍAMOS COM TUDO ISSO MAIS RÁPIDO?

Sim, e foi isso que os britânicos pensaram e começaram a fazer. E os EUA. A epidemia acabaria completamente em apenas 3 meses e é vida que segue. Mas eles desistiram.

E POR QUE DESISTIRAM?

Vou simplificar bem as estatísticas e tratar todos os lugares do planeta como iguais. A taxa de mortalidade dessa epidemia é da ordem de 1% se considerarmos os casos não notificados. E a quase totalidade das mortes vem do grupo de risco. Simplificando, 10% da população está no grupo de risco e deste, 10% morreriam. Está aí o 1% da população que morreria. Ou seja, morreria 10% do grupo de risco que é 10% da população.

Só que isso representa na Inglaterra 500 mil pessoas, nos EUA 3 milhões e aqui 2 milhões. Quando sai a percentagem e entram quantidades de vidas, o número choca.

Pior, esta taxa de mortalidade de 1% considera todo mundo que precisar vai conseguir receber o tratamento médico adequado. Se não receber, estima-se que dobre a taxa. Assim, se não for freada a progressão para que o sistema público de saúde aguente, morreria o dobro, 4 milhões no Brasil.

Que governante quer isso nas costas? Sem tempo para decidir, tome confinamento e, em breve, quarentena. Tem muita gente aí na poesia ainda. Vai ser proibido siar na rua.

MAS E COM A QUARENTENA, QUANTOS MORRERÃO?

Uma parcela ínfima em termos percentuais. Na China, 4 mil em 1,5 bilhões de pessoas. Na Itália, talvez 20 mil. No Brasil, algo entre 20 e 50 mil, eu estimo. Vai depender da competência dos nossos governantes. Poderia ser bem menos. Quem sabe não conseguem recuperar o tempo perdido?

Mas aí voltamos à primeira pergunta. Na realidade, vou fazer outra.

O QUE TEREMOS QUE FAZER PARA QUE A EPIDEMIA NÃO VOLTE?

Se a vacina não chegar, o caos em nossas vidas vai continuar mesmo após a estabilização. Menor, mas vai. Sem a população imune, tudo pode voltar. A vida não poderá voltar ao normal, pois apenas uma pequena parcela da população estará imune. A viagem será longa, talvez menos dolorida, mas longa. O problema passará a ser a economia, a sobrevivência das pessoas frente ao desemprego, fome, outras doenças.

Se surge um bom tratamento, tomara que essa cloroquina emplaque, a situação já muda para melhor drasticamente. As pessoas vão ficar muito menos tempo no hospital, o que vai dobrar, triplicar a oferta de leitos. E vão morrer muito menos. Não está claro se as pessoas tratadas ficarão imunes, mas provavelmente sim.

Ou seja, sem a vacina, a única e definitiva opção é a imunização lenta e gradual da maior parte da população por contágio. Mas como administrar um contágio gradual?

Aqui vou me permitir uma ideia aparentemente doida: a contaminação assistida.

QUE DOIDEIRA É ESSA?

Essa é uma opção que, na minha modesta opinião, pode e deve entrar no cenário. Gostaria de ver um debate dos cientistas sobre isso. Pense se todas as pessoas fora do grupo de risco forem sendo contaminadas deliberadamente, controladamente, confinadas. Em poucos meses a população estaria imune. Muito doido? Talvez sim, talvez apenas uma ideia heterodoxa. É uma vacinação de alto risco. Mas não tão alto.

Sem a vacina ou remédio, talvez apenas soluções heterodoxas vão nos salvar. Se uma pessoa jovem e saudável, a maioria da nossa população, passa por este “tratamento”, em 15 dias estará livre para circular na sociedade, pois não contaminará ninguém. E vai poder voltar ao trabalho para produzir o que tanto precisaremos em breve. Ou ajudar nos serviços de saúde, emergenciais etc.

Isso tem que ser testado. Voluntários, precisamos de voluntários.

Que tal você? Pense em reconquistar sua liberdade em 15 dias e poder ajudar a todos. Contra 0,1% de chance de morrer. Herói? Mas lembre-se que, sem a vacina, essa loucura só acabará com 70% das pessoas tendo contraído a doença, e que você tem então 70% de chances de estar no meio. Não seria mais seguro e rápido se imunizar de forma assistida? Vamos chamar isso de uma vacinação dura.

FLÁVIO, MENOS.
OK, DE VOLTA À REALIDADE.
VAMOS PENSAR SEM VOLUNTÁRIOS, SEM VACINA, SEM REMÉDIOS E COM QUARENTENA. O QUE ESPERAR?

O caos econômico. É certo que a recessão ou depressão econômica do mundo mate milhões. Mas isso será de forma indireta e lenta. Você mataria uma pessoa hoje para evitar que duas morram amanhã por outras mãos? Provavelmente não. Um governante também não. A morte de hoje cairia nas costas dele. É uma variação da escolha de Sofia. Só o futuro dirá se fizemos a escolha certa.

Neste cenário, será a uma nova epidemia, a da pobreza. Imagine bilhões de desempregados por este planeta tão desigual? Novas soluções doidas terão que surgir. Ou serão “surgidas” de forma descontrolada. Pessoas sem nada a perder, não têm nada a perder. Muito sério isso. Medidas mitigadoras no campo social são limitadas mesmo em economias em tempos de glória. Imagina nas deprimidas. É muito sério.

O QUE FAZERMOS ENTÃO?

Só que está ao nosso alcance.

Antes de tudo, não contaminar outras pessoas. Essa é a regra número zero. E para isso é preciso não se contaminar. CONFINAMENTO RADICAL.

No campo metafísico, espiritual ou religioso, enviar energias e luz para nossos cientistas. A única via rápida é a vacina e remédios eficazes. E quando tudo isso acabar, lembrar do salário deles, professores e profissionais de saúde em relação ao dos políticos, dirigentes de estatais, jogadores de futebol, artistas etc. Nada contra as outras categorias, só o abismo entre elas quando se fala em quem é tratado como ídolo e quanto ganha.

E muito dessa energia para que os detentores do poder trabalhem duro e façam as melhores escolhas. E quando tudo isso acabar, todos escolherem melhor em quem votar.

No mais é irmos por partes.

No curtíssimo prazo, repito, o CONFINAMENTO RADICAL. Na sua casa, sempre que possível, ninguém entra e ninguém sai. Tem muita informação sobre isso na Internet, em especial para quem precisa sair e voltar. Leia e monte seu protocolo, suas práticas.

Especial atenção às pessoas no grupo de risco do seu relacionamento. Tudo para elas. Se a chance de 0,1% de morrer assusta, imagina 10%. Elas precisam de uma rigorosa redoma de isolamento do vírus, mas permeável ao carinho, presença, atenção. É preciso ganhar tempo para acharmos uma saída.

Ainda neste campo, vamos cuidar da nossa saúde física e mental. Exercícios, leitura, jogos etc. Em vez de texto, use a vídeo chamada para conversar com os amigos. Olhe em seus olhos e rostos. Seu sorriso. Suas lágrimas. Junte mais amigos na conversa. Faça isso também do computador. Abra uma garrafa de bebida e se sinta no bar com eles. Brinde à vida.

E tente esquecer essa tragédia a maior parte do dia.

Os testes, estão absurdamente restritos. Sugiro de alguma forma cobrarmos das autoridades que disponibilizem testes, milhões deles, para irmos cuidando com agilidade de quem contraiu o vírus antes de espalhar. E, principalmente, irmos liberando para as ruas quem já está imune para repovoar as cidades e campos. Parece filme de ficção essa frase.

E mantermos uma pressão constante nas autoridades em relação à informação precisa.

Vamos descobrir formas de trabalhar de casa. Se você está fora do grupo risco, pensar em atividades mesmo que isso signifique correr algum risco de ser contaminado, mas nunca de contaminar. Por exemplo, receber mercadorias, transformar e entregar via terceiros preparados para transitar nas ruas. Isso se aplica também ao comércio. Implantar um sistema de vendas por sites ou telefone. E usar sistemas de entrega da turma que já está nas ruas. Esses são os nossos atuais heróis. Todos que permanecem fora de suas casas trabalhando, se arriscando.

Trabalhar via Internet. Muitas atividades podem fazer isso, todas que usam computador e/ou sejam adaptáveis ao celular. Ontem testei com uma cliente minha ela fazer sessões de fisioterapia ou pilates online, pelo computador. Foi um sucesso. Ela já vai usar com parte dos seus clientes. E deu para ver que é viável também via celular. Devemos cobrar das grandes organizações nos ajudar neste processo. E dos consumidores.

Na outra ponta, consumir. Não consuma só o essencial, como comida. Contrate aulas online, cursos, compre uma panela diferente ou roupas, peça comida no delivery. Sempre há como fazer isso sem colocar em risco suas reservas e sem se contaminar. Se todo mundo parar de consumir, a roda da economia engripa totalmente. E gaste de preferência com os pequenos negócios. O efeito benéfico por real gasto é muito maior que comparar dos grandes. Nada contra os grandes. E se forem pequenos negócios da sua comunidade, melhor ainda.

Se você é uma pessoa tranquila financeiramente, gaste um pouco mais. Faça doações. Distribua um pouco da sua renda. Sem solidariedade, vai ser tudo muito mais difícil. E mande para a casa os empregados domésticos, mas com o salário integral. Isso é importante para manter a economia girando. Se não der para ser todo o salário, o máximo possível. Evite demitir pessoas.

QUER UM RESUMO?

. Essa é uma longa jornada que ninguém sabe exatamente como e quando vai acabar.
. Em relação ao novo corona vírus, a solução final será a imunização, por contaminação comunitária, contaminação controlada (minha tese heterodoxa) ou vacina.
. Isso vai acontecer, cedo ou tarde, e provocará um máximo de 1% de mortes.
. Uma catástrofe econômica está anunciada e, dependendo de sua gravidade e duração, vai matar mais do que o vírus.
. Enquanto isso vai acontecendo, cuide sua saúde física e mental e das pessoas próximas de você.
.  Dê especial atenção às pessoas do grupo de risco.
. Trabalhe de casa, pelo menos tente.
. Gaste, compre, ajude a economia a girar.
. E aproveite o tempo disponível para rever seus conceitos sobre sua família, seus amigos, sua comunidade, sua ideologia, os diferentes povos e suas culturas. Pense no planeta. Você, queira ou não, vai se auto confrontar.
. Se antecipe e participe de forma proativa das transformações que certamente vão ocorrer no modo como enxergamos e vivemos na Terra.

Tudo indica que a tão festejada e odiada disrupção está chegando no campo social.

Minha solidariedade a todos.

E um abraço virtual.

Flávio

Flávio Barcellos Guimarães
Consultor
CEO ProLucro

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