Este artigo é a parte II do artigo Avaliação de Empresa: O que é e como é feita.

A contratação de uma Avaliação de Empresa, na prática, só é feita quando há um forte indutor, uma real necessidade. Por isso, os casos mais comuns de contratação de Avaliação de Empresa são pela ordem de efetiva contratação:

  • Empresário que foi abordado por um potencial comprador
  • Entrada e saída de sócios, amigável ou litigiosa
  • Interessado em ter essa informação estratégica na elaboração de planos estratégicos
  • Investidor interessado em comprar cotas ou a totalidade de uma empresa
  • Herdeiros em processo de divisão de espólio

Como pode ser visto, a informação é, de fato, necessária naquele momento. Detalhando cada caso, temos:

Empresário que foi abordado por um potencial comprador

É, de fato, o mais comum. Investidores interessados em comprar uma empresa, normalmente para entrar em um mercado regional, abordam diretamente ou via prepostos os proprietários da empresa e pedem um preço. Diante de uma possibilidade concreta, esses proprietários buscam uma consultoria especializada para saber quanto vale sua empresa e se a venda vale a pena. Essa questão de valer a pena é fundamental. Muitas vezes o dinheiro a ser recebido não é suficiente para gerar uma condição de vida pessoal e financeira melhor.

Entrada e saída de sócios, amigável ou litigiosa

Leia mais:   Os estágios da crise financeira nas pequenas empresas

O rearranjo societário, em geral com a saída de um ou mais sócios, é outra motivação bem comum. Participação pequena nas cotas, interesse em tentar algo diferente, falta de retorno desejado, desentendimento com os sócios, são todos motivos para alguém querer vender sua parte, em geral para os demais sócios. E tem também o interesse de um dos sócios em aumentar sua participação para poder dedicar-se mais ao negócio. E essas negociações podem ser amigáveis ou litigiosas. No primeiro caso, a empresa contrata a avaliação. Na segunda, uma das partes.

Interessado em ter essa informação estratégica na elaboração de planos estratégicos

markupEmpresários com visão de futuro, que possuem sempre um plano estratégico em andamento, contratam a avaliação de sua empresa sem estar necessariamente interessado em vender a mesma em um cenário de curto prazo. Saber quanto vale seu ativo e como isso é calculado pode ser muito útil na tomada de decisões estratégicas no dia a dia, na identificação de oportunidades de negócio, no início de tratativas com parceiros. A avaliação mostra ainda a tendência de variação do valor da empresa, sinalizando quando seria a hora ideal de vender.

Investidor interessado em comprar cotas ou a totalidade de uma empresa

Essa é uma variação da primeira opção. Algumas vezes o proprietário da empresa pede que o comprador banque a avaliação. Então é ele quem vai atrás da consultoria. Essa é uma operação mais delicada, ética e operacionalmente, pois trata-se de entrar na empresa de um terceiro. Mas funciona também.

Leia mais:   Você está preparado para tocar o seu próprio negócio?

Herdeiros em processo de divisão de espólio

Menos comum, esse caso também ocorre. Os herdeiros, para fazer uma partilha, precisam do valor de uma empresa que consta do espólio. Isso ocorre quando um ou mais dos herdeiros não tem interesse na empresa ou prefere receber outros bens. Mas é preciso que outro herdeiro queira ou aceite ficar com todas ou mais cotas. Pode ser pedida ainda para que a empresa já seja colocada à venda ainda em fase de espólio.

E os que mais cotam, e não compram?

  • Curiosos pela informação estratégica, mas que não concretizam a compra da avaliação por causa do seu custo
  • Empresas em dificuldade ou que o empresário está saturado, mas que também não compram por causa do seu custo

Realmente, a avaliação de uma empresa implica em custos, mas é muito útil saber quanto vale sua empresa. Trocar expectativas, às vezes bem enganosas, por uma informação precisa e justificada pode fazer a diferença em como você enxerga sua empresa e seu futuro.

flavio Flávio Barcellos
Especialista em consultoria em pequenas empresas, com 20 anos de experiência, tendo atuado pessoalmente em mais de 400 serviços. Especialista em programas de políticas públicas para pequenas empresas, com mais de 100 serviços prestados a órgãos públicos, associações empresarias, sindicatos e Sistema S. Consultor credenciado do SEBRAE. Engenheiro.
Leia mais:   Gestão de Crise Financeira: Primeiros Passos

Alguns vídeos que podem lhe interessar:

O que é e quanto custa um PLANO DE NEGÓCIO?
O que é e quanto custa um PLANO ESTRATÉGICO EMPRESARIAL?
O que é e quanto custa uma AVALIAÇÃO DE EMPRESA?