o clienteEm uma série de textos recentes temos enfatizado os variados elementos que não podem deixar de ser ponderados em nosso planejamento estratégico empresarial. Concorrentes, volume de vendas, metas e projeções futuras, estão entre as variáveis que irão nortear a nossa estratégia de progresso, crescimento e adaptação às idas e vindas da maré dos negócios. Hoje, no entanto, iremos voltar os nossos olhos para aquele que é, sem qualquer sombra de dúvida, o ator principal, o protagonista central, não somente do nosso planejamento estratégico empresarial, mas constitui-se ainda no vértice de toda atividade empresarial: o cliente.

Você pode sobreviver no mundo dos negócios na presença ou na ausência de concorrentes, na abundância e na escassez de matérias-primas, em momentos de crédito farto ou insuficiente, enfim, a falta desses elementos pode até criar dificuldades transitórias que tornarão problemáticas as suas operações, sem todavia expulsá-lo em caráter definitivo do mercado.

Pode faltar-lhe tudo na sua empresa, exceto o cliente. Uma empresa sem clientes sequer é uma empresa. Não é à toa portanto, que o cliente deve ocupar uma posição de máxima importância em todo plano estratégico empresarial digno desse nome. A sua primeira preocupação ao abrir um novo negócio é formular aquela pergunta crítica e inexorável: Existe de fato um consumidor para o meu produto? Em caso de uma resposta negativa a essa pergunta, e na total impossibilidade de criar-se uma clientela inteiramente nova para o seu produto através de uma agressiva campanha de marketing, você nem sequer precisará fazer uma segunda ou terceira pergunta, pois falta-lhe o ingrediente essencial para abrir uma empresa, seja qual for a indústria que você tenha decidido seguir.

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Em cada nova etapa do seu plano estratégico empresarial, portanto, antes de quaisquer outras considerações, você deverá seguir o seu cliente como uma sombra, reagir com rapidez às mudanças em suas preferências, não demorar em trazer uma cura imediata às suas insatisfações, estar sempre à procura de novos mecanismos destinados a seduzi-lo e encantá-lo, enfim, mostrar-se continuamente empenhado em provar-lhe que você é a melhor opção existente no mercado para satisfazer as suas necessidades.

Existem muitos indicadores econômicos aos quais você pode recorrer para conferir a estabilidade geral do seu negócio, mas nenhum termômetro é mais eficaz do que este: se os seus clientes começarem a rarear ou mesmo parecem estar desaparecendo de todo, pode crer que a sua empresa corre perigo.

Voltando portanto ao nosso planejamento estratégico empresarial, desde os primeiros passos na identificação da real existência de um mercado para o seu produto ou serviço, as versões seguintes do seu plano jamais deverão perder de vista esse parâmetro básico que pode, em si, conter muitas variáveis, mas pode ser condensado em duas diretrizes elementares, qual sejam: conservar a base de clientes já conquistada e, dentro do possível, tentar ampliá-la no contexto de metas racionais e gradativas. A partir do momento em que a base de clientes alcançar um patamar de relativa solidez em termos quantitativos, você poderá então adicionar argumentos mais sutis à sua equação, no sentido de cultivar também, além da quantidade, a boa qualidade e uma distribuição equilibrada da sua base de consumidores.

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Marco Fernandes

ProLucro Consultoria Empresarial

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