Como lidar com o olhar sonhador dos seus empregadosO mercado de trabalho está aquecido: recrutadores estão circulando, os salários estão em alta e as empresas estão se empenhando em evitar que os seus melhores empregados deixem o posto.

Tentados pela perspectiva de encontrar uma posição melhor, 85% da força de trabalho estão em busca de emprego ou interessados em conversar com recrutadores, segundo uma pesquisa publicada na semana passada pelo LinkedIn. Isso inclui até mesmo pessoas que estão “satisfeitas” com seus empregos.

Se você não deseja perder empregados talentosos, a consultora Jennifer Alsever oferece algumas dicas de como mantê-los felizes e engajados.

Dê-lhes uma voz

Como presidente da firma de design Slice of Lime, Kevin Menzie sabe que a competição por seus empregados é feroz. Assim, Menzie assegura-se de que seus quinze funcionários sintam-se como se fossem a empresa, instituindo “retrospectivas” mensais para discutir o que está funcionando e o que não está.

Isso pode ser duro às vezes, como quando Menzie teve que rejeitar um pedido deles para serem inscritos em uma academia de ginástica. Mas ele deixou o tópico em aberto para futura consideração. “Eu acho que é mais arriscado não escutar,” ele diz.

Kathryn Minshew emprega uma abordagem semelhante como presidente de The Muse, um website de carreiras em Nova York. Ela promete transparência e responde às questões de seus 15 empregados quanto aos planos de arrecadação de fundos, finanças e contratação. Isso traz quaisquer frustrações eventuais para o campo aberto e incrementa a lealdade.

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“Nem toda decisão é tomada por consenso ou democracia, mas isso promove a criatividade e torna as pessoas extremamente investidas em tudo o que fazem,” ela diz. A sua firma perdeu apenas um empregado desde 2012.

Faça uma checagem frequente e agradeça

A fim de assegurar um feedback regular, a Quirky.com baseada em Nova York utiliza um software automatizado chamado 15Five para check-ins semanais. Todos os 189 empregados recebem perguntas sobre o que está caminhando bem, áreas em que estejam “agarrando” ou como melhorar os seus serviços. Como resultado, os administradores têm tempo de pensar nos desafios antes das reuniões presenciais, as quais podem ser melhor empregadas em brainstorms de soluções, diz Rochelle DeRe, uma vice-presidente da Quirky.

“Além disso, a nossa presidência sabe exatamente o que está rolando com todo mundo, e pode oferecer uma palavra de reconhecimento àqueles que estão realizando um bom trabalho,” ela diz.

Esse tipo de reconhecimento vai longe. Jeremy Bloom, presidente da firma de cloud software Integrate, envia notas de agradecimento e garrafas de Don Pérignon por um serviço bem feito. “Consideração,” diz Bloom, “é um ingrediente-chave na construção da lealdade.”

Disponibilize desenvolvimento profissional (e pessoal)

A falta de progresso na carreira é uma grande razão pela qual as pessoas deixam um emprego, diz Beth Carvin, presidente da firma Nobscot Corp. especializada no assunto. Ela tem assistido a um aumento no número de companhias que começam a promover programas no sentido de remediar esse fenômeno.

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Entre elas está a Luggagefree, um serviço de entrega de bagagens baseado em Nova York. O presidente Jeff Boyd desejava um mecanismo custo-efetivo para o desenvolvimento pessoal de seus 15 empregados. Ele optou pela Everwise, a qual atua como uma espécie de Match.com para promover o encontro de mentores e protegidos. Por $1.500 por pessoa, Boyd supre mentores exteriores que oferecem idéias frescas para crescimento na carreira.

“A minha esperança é de que eles irão tornar-se auto-potencializados e sentir-se melhor em relação aos colegas, em relação aos nossos clientes e em relação à Luggagefree,” ele diz.

Enquanto isso a IdeaPaint, que faz tinta seca para paredes, deseja estimular os seus 30 empregados, transformando o seu novo escritório no centro de Boston em um centro comunitário. Justamente neste mês, ele começou a receber palestrantes e mesas redondas de discussão antes e após a jornada de trabalho. Abertas a qualquer pessoa que deseje participar, essas iniciativas já deram um impulso à moral da empresa.

Dê uma folga ao pessoal

Privilégios como inscrição em academias de ginástica e brindes são ótimos, mas às vezes nada mais que uma pequena pausa na rotina do escritório pode fortalecer a moral e promover a lealdade.

Um dos privilégios mais populares na Quirky é o “black-out total da companhia” que dura uma semana inteira e ocorre trimestralmente (sem prejuízo das férias regulamentares).

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“Saber que você ganha essa folga dá-lhe uma sensação de que você está trabalhando rumo a algo junto com os outros,” DeRe diz.

Na Slice of Lime, o proprietário Menzie leva seus empregados a férias em estações de ski e em “experiências criativas,” como um recente passeio à Universal Studios. As pessoas podem propor as suas próprias “baladas” por meio de uma lista online.

Menzie também deixa os empregados usarem 20% de suas horas de trabalho para cuidarem de interesses pessoais, e ele mantem uma conta aberta na Amazon.com para eles.

Segundo ele, esses privilégios custam muito menos do que repor um empregado.

“Você recebe esse dinheiro de volta por que eles não vão embora, estão felizes e estão realizando um grande trabalho,” ele diz.

Marco Fernandes

ProLucro Consultoria Empresarial

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