conflitosConflitos são necessários para a realização de mudanças; apenas cuide para que a sua equipe esteja brigando pelas idéias certas.

Se você não estiver gerando o tipo certo de conflito, pode ser que a sua organização esteja precisando de inovação. Ou se a proximidade do conflito é algo que deixa-o inseguro, isso pode ser remediado por meio de ajustes ao seu perfil empreendedor.

Muitos dos líderes organizacionais de hoje em dia evitam o conflito, por que foram treinados para a construção de coesão nas equipes. Eles executaram exercícios de construção de equipes do tipo “de dentro para fora,” a confiança em cascata, e saíram todos desse processo com a impressão equivocada de que o seu dever é forçar a equipe a dar-se bem, que quanto mais coesiva e conectada a equipe melhor será o resultado, e que o conflito é algo destrutivo.

Esses mesmos líderes frequentemente falam também a respeito de acender a “faísca da inovação.” Mas para acender faíscas nós precisamos de fricção. E na ausência de um conflito saudável e produtivo nós não podemos gerar fricção. Colocado de uma forma simples:

sem conflito = sem fricção = sem faíscas

A inovação é, sem dúvida, algo fundamental para a sobrevivência de qualquer negócio, mas ela jamais deve ser implantada de forma aleatória. O lançamento de novos produtos, por exemplo, deve ser sempre precedido por uma pesquisa de mercado, e mudanças estruturais e organizacionais não devem ser executadas fora do contexto de um plano de negócios.

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Quando é certo lutar

Segundo o consultor Henry Evans, co-autor do livro “Assuma o Comando: Lidere nos Seis Momentos Que Importam,” o desafio é como desencadear o tipo certo de conflito em quantidade suficiente para fazer as pessoas darem o melhor de si.

Nós podemos aperfeiçoar a promoção de conflitos saudáveis, estabelecendo a distinção entre conflito com uma pessoa e conflito com a idéia dessa pessoa – a distinção entre atacar uma idéia e não a pessoa por trás dela. Não é ruim que a sua equipe esteja brigando, desde que estejam brigando pela coisa certa: idéias.

Como desafiar uma ideia

Para desafiar a ideia de uma outra pessoa, pense na situação em termos de três pontos: Um ponto é você, o segundo é a outra pessoa, e o terceiro é a ideia da pessoa.

O que acontece quando você força a aproximação de dois destes pontos? O terceiro é empurrado para longe. Portanto, se você encurtar a distância entre você e a outra pessoa – e puser alguma distância entre você e a ideia – isso criará ressonância entre você e a pessoa.

Ao abordar a perspectiva da pessoa dessa forma, você será capaz de demonstrar a sua apreciação por essa pessoa, mesmo desafiando a idéia dela. Essa abordagem pode ajudar a evitar que as pessoas levem as coisas para o lado pessoal.

O que os outros vão pensar quando você afirmar que uma determinada ideia não está alinhada com o seu modo de ver as coisas? Utilize qualquer das variantes abaixo para gerar curiosidade em lugar de julgamentos:

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“Eu gosto da sua maneira de pensar, e as suas idéias geralmente são muito criativas. Mas eu estou realmente tendo uma dificuldade com a sua presente sugestão. Há alguma coisa que eu não estou enxergando aqui?”

“Eu gosto de trabalhar com você, e estou tendo dificuldade em compreender o valor da idéia que você acaba de oferecer. Aqui estão algumas considerações que eu acho que devem ser levadas em conta antes de irmos em frente com a sua idéia. Podemos explorar isso juntos?”

“Eu quero gostar da sua idéia, mas não estou conseguindo. Você poderia ajudar-me a compreender por que ela faz sentido para nós?”

Ao formular perguntas como estas, você dá espaço aos outros para sentirem que você os respeita e que você está debatendo as idéias deles, e não julgando-os por causa das suas idéias. Esse tipo de atitude promove conflitos saudáveis, e os outros não hesitarão em trazer-lhe até mesmo aquelas idéias aparentemente piradas, mas que podem revelar-se geniais no final.

Marco Fernandes

ProLucro Consultoria Empresarial

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