ID-100120449Todo bom empreendedor sabe a importância de se construir relacionamentos de qualidade. Mas é surpreendente a frequência com que as pessoas não dão a mesma importância à qualidade do fim desses relacionamentos, e às muitas maneiras em que um mau rompimento pode retornar do além-túmulo para assombrá-las.

A maioria dos relacionamentos de negócios não duram para sempre; empregados seguem em frente, clientes vão e vêm, fornecedores são substituídos. Mas aquilo que vai por aí, de fato, acaba vindo por aí, e caminhos podem cruzar-se de novo, especialmente dentro da mesma indústria ou em pequenas comunidades. Não raro, vemo-nos diante de lembretes experientes quanto à importância de não queimarmos as nossas pontes com:

Empregados.

Muitos de nós, se não a maioria, continuamos a ver ou ter notícias de ex-empregados, especialmente se eles permanecem na mesma linha geral de negócios. Por vezes, esses empregados bem podem voltar a trabalhar para você, ou podem tornar-se uma valiosa conexão dentro da indústria. Suponha que o seu ex-empregado passe a ocupar o cargo de principal comprador na empresa do seu maior cliente (algo muito sério, e algo que costuma acontecer). Os termos em que vocês dois se despediram vão ser desenterrados, para o bem ou para o mal. A não ser que seja absolutamente inevitável, seja qual for a razão de separar-se de um empregado, nunca é demais destacar a importância de fazê-lo da maneira mais amigável possível. Quem sabe o que pode acontecer no futuro? O cara que você demitiu pode vir a ser o seu patrão algum dia.

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Clientes.

É evidente que ninguém quer perder clientes, assim como não somos capazes de agradar a todos eles, mas o fato é que consumidores nos abandonam por uma variedade de razões. No pior dos cenários, se tentamos fazer de tudo para trazê-los de volta e fracassamos, resta tentar desagradá-los o mínimo possível. Eles podem voltar mais tarde, ou não. Mas nunca é demais lembrar, o que eles vão falar de você – especialmente em uma era na qual um comentário pode dar a volta ao mundo em um segundo – pode ter um impacto enorme sobre o seu negócio. Conflitos com consumidores e atitudes antipáticas devem ser evitados a todo custo.

Fornecedores.

Vendedores assumem muitas formas, desde a companhia local que fornece o seu material de limpeza até o fornecedor que entrega-lhe a matéria-prima vital ao funcionamento da sua empresa. Assim, os riscos de se melar um relacionamento podem variar do inconsequente ao catastrófico. Alguns fornecedores (como, por exemplo, o material de limpeza) podem ser fáceis de substituir; outros mais críticos, nem tanto. Seja lá como for, você nunca sabe quando vai precisar de alguém de novo – ou precisar de algo de alguém – e queimar suas pontes junto a fornecedores pode significar desde voltar com o rabo entre as pernas em busca de um favor, ao desastroso impacto de perder uma linha de produtos, oportunidades futuras ou a sua reputação junto a outros parceiros potenciais.

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Representantes de vendas.

Se a sua empresa depende de representantes de vendas independentes para trabalhar com as suas contas, tenha sempre em mente que, ainda que a sua força de representantes possa mudar, esses vendedores continuarão em contato com os seus clientes, provavelmente de forma mais frequente e mais direta do que você próprio. Com toda probabilidade, eles estarão também vendendo produtos da concorrência. Assim, mesmo que vocês tenham partido para carreiras separadas, os seus ex-vendedores continuarão a sentar-se face a face com os seus consumidores, mas agora possivelmente vendendo contra você. Não há nada a fazer quanto aos seus competidores, mas despedindo-se de um vendedor de forma cavalheiresca irá ao menos reduzir ou eliminar a animosidade que pode levar a um tipo mais azedo e vingativo de competição.

Concorrentes.

Ainda que aqui não tenhamos a mesma dinâmica dos exemplos listados acima, e tipicamente não envolvam conclusões similares, os seus competidores não deixam de constituir um relacionamento, o qual é pelo menos tão importante quanto os demais. Algumas das companhias mais importantes do planeta orgulham-se de ter relacionamentos cordiais com seus concorrentes, quando isso lhes é permitido. Isso não quer dizer que a competição não seja agressiva – apenas significa que eles compreendem que negócios são negócios, que não precisam ser obrigatoriamente pessoais ou negativos. Basta acreditarmos que seja possível “competir com elegância.” Uma forma comum em que um mau karma pode vir para cima de você nessas situações é quando uma empresa é comprada por outra e, de repente, um concorrente antipático ou mesmo “sujo” se vê sob o comando de um ex-rival. Isso não raro torna muito fácil para o novo proprietário “tomar decisões pessoais,” se é que vocês me entendem.

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Evidentemente, o mundo dos negócios nem sempre é um mar de rosas, e às vezes não há como evitar que um relacionamento acabe de forma desagradável. Mas sempre que possível, é do interesse de todas as partes envolvidas minimizar a baixaria e conservar uma atitude filosófica, profissional – afinal de contas, nunca se sabe quando vocês vão encontrar-se de novo.

Marco Fernandes

ProLucro Consultoria Empresarial

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