franqueador e franqueado

Resenha do estudo desenvolvido pelos autores, Maglianne Lisele Pereira Barbosa Perdigão, João Gabriel de Lima Perdigão, Felipe Gomes de Brito, no ano de 2012.

A atividade empreendedora está em constante crescimento no Brasil devido ao momento econômico e às perspectivas de crescimento. Os empreendedores estão almejando oportunidades nos mais diversos segmentos e atividades, fazendo do país um dos mais empreendedores do mundo, segundo dados do relatório da pesquisa GEM 2010 – Global Entrepreneurship Monitor.

Segundo dados do SEBRAE, até o não de 2012 existia no Brasil 1.855 marcas e 90 mil lojas franqueadas. Apesar do cenário promissor, a relação franqueador x franqueado, envolve uma série de aspectos que precisam ser muito bem analisados antes da assinatura do contrato, para que conflitos possam ser evitados.

O empreendedorismo é um tema que vem tomando destaque a cada dia e, por consequência, chamando a atenção de uma série de pessoas que visualizam oportunidades onde outras não as veem, pessoas com um desejo de fazer algo diferente, ou seja, que não esperam as oportunidades passarem em branco. Segundo DORNELAS, 2008, o empreendedor é aquele que faz acontecer, se antecipa aos fatos e tem uma visão futura da organização.

No momento em que o país está cada vez mais confiante no crescimento da economia, nada mais natural que o brasileiro se torne mais empreendedor e interessado em abrir um negócio próprio. É nesse contexto que o sistema de franquias se surge como uma excelente opção, em razão das facilidades e, especialmente, da confiança e credibilidade que esse tipo de negócio possui (LAVIERI, 2008).

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Segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), o segmento de franquias no Brasil cresceu 16,9% em 2011, atingindo o faturamento de R$ 88,8 bilhões. Atualmente, o franchising representa 2,3% do PIB nacional. Para 2012, a expectativa é que o ritmo de crescimento fique em torno de 15%. Esses dados demonstram que o setor se encontra em uma posição consolidada, o que justifica a crescente adesão dos empresários que demandam por um negócio seguro e lucrativo.

Engana-se, porém, quem acha que para fazer parte deste sistema basta apenas investir, e a partir disso o negócio terá sucesso. Assim como em qualquer segmento, é preciso tomar cuidado, analisar os riscos, estudar detalhadamente o seu perfil empreendedor e o tipo de negócio que pretende criar ou franquear. Além do mais, é importante a capacidade de organização e gestão necessárias para tocar a franquia até que os resultados efetivos comecem a aparecer.

Dessa forma, é importante que o empreendedor interessado em seguir nesse ramo comece buscando informações sobre o mercado. É a partir da pesquisa, da análise, da leitura e do conhecimento sobre o sistema que será possível fazer uma análise detalhada do mercado e, assim, boas escolhas.

Diante disso, surge a questão: quais os conflitos existentes na relação Franqueador X Franqueado?

Para atuar no franchising, se requer por parte do franqueado o estudo de uma série de regras e padrões a serem seguidos para manter a boa imagem da marca franqueadora. Já por parte do franqueador, é necessário um estudo minucioso do perfil de cada franqueado para que o mesmo consiga atender aos requisitos mínimos esperados para que a unidade seja operada de acordo com suas normas e regras.

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Diante do cenário apresentado, surgem então alguns conflitos gerados por ambas as partes, franqueador e franqueado, e que devem ser bem administrados, visando o sucesso empresarial da rede de franquias, mas também do empreendedor local.

Por parte do franqueado, o não cumprimento dos padrões de qualidade estabelecidos pelo franqueador pode ser uma das causas no processo conflituoso da parceria. Já por parte do franqueador, a ausência de divulgação da marca no mercado local e os ruídos na comunicação podem ser determinantes para o desgaste e frustração do franqueado.

Dessa forma é possível compreender que apesar do cenário econômico de demonstrar propicio a novos investimentos principalmente no segmento das franquias, é de suma importância um estudo minucioso de ambas as partes, para que conflitos futuros possam ser evitados. Evitando certos conflitos, a sobrevivência do novo empreendimento será maior, assim como a qualidade dos serviços e produtos oferecidos.

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