A era digital cria demanda para novas profissões.Nós podemos aprender muito, observando o mundo dos negócios após a quebradeira de 2008. Em um intervalo de pouco mais de cinco anos, temos visto setores inteiros sendo desativados, o surgimento de novos modelos, e uma mudança no próprio conceito do que vem a ser o trabalho.

De uma perspectiva estrutural, coisas como consumo colaborativo, trabalho remoto e freelancing continuam a reformular funções do ambiente de trabalho tradicional, e a maneira pela qual as pessoas geram renda. Algumas daquelas profissões do período pré-recessão foram embora para sempre, e as que sobreviveram podem passar a ter uma aparência bastante diferente. Estamos vivendo em um mundo de trabalho verdadeiramente novo.

Um dos aspectos mais dramáticos dessa transformação é a necessidade de reagrupar as nossas habilidades mentais dentro da nova perspectiva de inteligência mecanizada. O novo papel do “sintetizador” captura muito do que vem acontecendo em toda indústria. Softwares estão automatizando processos, e a necessidade de extrapolação e de manipulação está aumentando. O mundo computadorizado coloca-nos diante de um excesso de informação. O “sintetizador” tem a capacidade de surfar em meio a vastos volumes de dados online, e de cristalizar um padrão ou estória simplificados.

Se realizarmos uma observação um pouco mais profunda dos papéis e responsabilidades, é óbvio que o técnico em estatística de antigamente é um pouco diferente do elemento hoje descrito como um “cientista de dados.” A propósito das mudanças que temos observado à medida que as empresas aumentam o seu controle digital sobre os dados do ambiente de trabalho, a atividade de gestão na Era Digital exige a criação de novos papéis tais como Gerente Digital, Gerente de Análise ou Gerente de Dados, ainda que poucas empresas tenham dado passos efetivos no sentido de contratar gente para esses cargos. Então, que papéis são esses que estão moldando esse novo mundo do trabalho?

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Seja um scanner industrial, uma impressora 3-D ou um laser robótico, operadores de máquinas são um elemento humano em um mundo cada vez mais automatizado e computadorizado. Nessa Revolução Digital, a coexistência com computadores mais uma vez parece ser a direção para a qual estamos rumando. Isso não significa que os operadores precisem ser engenheiros de software, eles simplesmente precisam ser capazes de compreender as linguagens que controlam as máquinas. É no setor da manufatura que podemos ver isso acontecendo com mais clareza. A tecnologia digitalizou grande parte da linha de montagem e do processo produtivo.

O Maquinista Digital.

Fábricas maiores, especialmente nos setores de manufatura de precisão, como a área médica, automotiva e aeroespacial, são frequentemente dominadas pela robótica e pela automação inteligente. Mas com mais máquinas, vêm mais gestão e mais manutenção. O Maquinista Digital poderá participar menos da fabricação propriamente dita, mas isso não significa que a sua responsabilidade será menor.

O Especialista em Dados.

Primeiro foi o SEO e a construção de websites. A seguir, vieram as comunidades online e as redes sociais empresariais. Agora, tudo gira em torno de se construir pontes ligando todos esses pontos, e “armazenagens em nuvem.” Há uma crescente demanda não apenas por novos conjuntos de habilidades técnicas para administrar e executar serviços, mas também por experts capazes de detectar novas oportunidades de negócios.

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Da mesma forma que surgiram softwares “híbridos,” reunindo funções de vários aplicativos diferentes, os “especialistas em nuvens” de hoje em dia são capazes de enxergar através do nevoeiro, e rapidamente disponibilizar novos recursos para serem utilizados em todos os estratos de uma organização. Mas eles precisam ser antes de tudo homens de negócios, pois precisam compreender como funciona uma linha de negócios.

O especialista em nuvens de hoje em dia é em parte um gestor comunitário, em parte um consultor de comunicações, e em parte um líder de torcida. Ele pode colaborar na busca de melhores práticas em uma intranet, trazer uma ferramenta de vendas para o ambiente online, e mesmo realizar um esforço de garimpar o melhor conhecimento no interior de um firewall. O trabalho dele é tornar acessível ao consumo em massa absolutamente tudo o que houver na empresa.

O Gerente de Sustentabilidade.

O movimento verde evoluiu para além dos clichês. No ambiente de trabalho, isso tornou-se algo entrincheirado nas operações do dia a dia. Se a reciclagem era a única coisa que sacudia a bandeira da sustentabilidade há alguns anos atrás, o desenvolvimento sustentável tornou-se hoje um sub-produto da estratégia correta de análise de riscos. A ascensão do Gerente de Sustentabilidade tem sido acelerada, e hoje tornou-se comum vermos esse cargo ocupando a primeira fila, lado a lado com os demais executivos do primeiro escalão.

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Esse gerente analisa as sobras e transforma-as em algo útil. Sejam matérias-primas ou recursos humanos, a idéia é movimentar ativos ociosos e encontrar um bom uso para eles. Durante anos, a equipe de desenvolvimento tem estado em busca de frutas nos galhos mais baixos das árvores. Agora ela tem as ferramentas para analisar os dados, e é a equipe da sustentabilidade que está impulsionando a estratégia. Eles sabem onde procurar, e sabem como criar um mapa de percurso ao qual todos podem aderir.

Isso abrange muitos dos itens que a sustentabilidade sempre tentou incorporar: algo sólido, de longo-prazo, durável e resiliente. Dê a isso o nome que você quiser, mas esse é o tipo de expertise do qual todo negócio necessita. E esse é o ambiente inteligente de trabalho dos dias de hoje: sem desperdício e altamente eficiente.

Marco Fernandes

ProLucro Consultoria Empresarial

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