Gestão de Crise Financeira - Primeiros Passos

Instalada a crise financeira, é hora de agir. Temos que identificar rapidamente os problemas e traçar um plano de ação eficiente e eficaz. Soluções imediatistas e paliativas podem ter sido umas das causas do problema e podem gerar outros ainda maiores.

A nova realidade se impõe, é preciso encarar o problema de frente. Após uma análise real e detalhada de seu fluxo de caixa, a ação é eliminar especulações e mostrar ao mercado que a empresa está passando por dificuldades, precisa de um voto de confiança, mas está focada em resolver os problemas. Tentem renegociar dívidas em condições compatíveis com sua situação, algumas são passíveis de negociação, outras, como alguns tributos, tem de ser pagas imediatamente, pois geram juros elevados e podem criar problemas maiores como a suspensão de certidões negativas, bloqueio de bens e ações judiciais. Para os tributos, o  caminho é tentar junto ao órgão de arrecadação responsável um parcelamento.  Renegociar para pagar e não para protelar o problema.

A captação de novos empréstimos deverá ser avaliada com muito cuidado. Já existe um passivo a ser pago, com um novo empréstimo estaremos mais uma vez atacando as consequências da crise e não as causas. A negociação agora é alongar o perfil da dívida sem alterar o custo financeiro.

O empresário típico tem uma habilidade, que pode ser em: vendas, conhecimento técnico, compras ou outras. Começa seu negócio a partir disso e de experiências adquiridas, mas  normalmente está, e se mantém muito distante da administração financeira. Sua ação consiste em pagar e receber,  trabalha por intuição, também adotada nas demais áreas da empresa como compras, precificação, manutenção, pessoal e etc. Na maioria das vezes  impreciso e muito amador.

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A empresa precisa controlar diariamente seus pagamentos e recebimentos de maneira a obter fluxos de caixa positivos. Precisamos conhecer todos os custos fixos e variáveis.  É fundamental implantar um bom controle financeiro e equacionar o fluxo de caixa pois a partir dele temos informações como: resultado de caixa, resultado operacional, margem de contribuição, lucratividade, ponto de equilíbrio e até como estará o caixa nos próximos meses. São ferramentas fundamentais para a gestão da empresa e o empresário precisa saber a diferença entre faturamento e lucro.

Agora, conhecendo detalhadamente todos os custos, é possível saber onde e como cortar. Embasados em dados reais e atualizados, as decisões passam a ser mais consistentes.

Ser franco com os funcionários sobre o momento que atravessa a empresa, buscar o comprometimento de toda a equipe com o plano de recuperação e estabelecer metas e prioridades a serem perseguidas são estratégias  interessantes para o momento.

Tente compor um grupo, com pessoas com conhecimento, serenidade e experiência, para o gerenciamento da crise. Neste momento, ajuda externa pode dar uma grande colaboração.

Uma consultoria empresarial financeiramente viável para o momento pode ser bastante interessante. Profissionais que irão detalhar todos os custos, programar planilhas de acompanhamento gerencial, e organizar a  produção, estoques, vendas, fluxo de caixa e etc. Uma time de profissionais preparados que, ao contrário do empresário, vivenciam crises no seu dia a dia.

Ricardo Luiz Gil de Lima
Consultor ProLucro

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