O papel primordial da pequena empresa na sociedade, seja pela significativa fração da economia que ela representa, seja pela sua importância capital como geradora de empregos, é reconhecido em todos os países do mundo. Em vista disso, instituições de apoio e suporte à pequena empresa têm-se multiplicado por toda a parte, tanto na forma de agências governamentais de cunho oficial, quanto de organismos com origem na iniciativa privada.

apoio a pequena empresaNos Estados Unidos, o principal desses órgãos é a Administração de Pequenos Negócios – mais conhecida pela sigla SBA – uma agência do governo federal de suporte a empreendedores e pequenos negócios. Segundo o site oficial da SBA, a missão da instituição é “manter e fortalecer a economia nacional, facilitando o estabelecimento e a viabilidade de pequenos negócios, e amparando a recuperação econômica de comunidades vitimadas por desastres.” As atividades da agência costumam ser resumidas pelo “triplo C” – capital, contratos e consultoria, na forma de linhas de crédito especiais, prioridade em licitações públicas e treinamento, respectivamente. A legislação americana garante às pequenas empresas um mínimo de 23% das licitações públicas.

Apesar da missão descrita acima, a presença mais visível da SBA é na área de crédito, e não na de consultoria. Fundada em 1953 pelo presidente Dwight Eisenhower, a agência vem passando por repetidas crises em anos recentes, devido às opiniões divergentes em relação a ela no ambiente político. Em 1996, quando o partido Republicano ganhou o controle da Câmara dos Deputados, eles planejavam fechar a agência. Ela, porém, sobreviveu e recebeu um orçamento recorde no ano 2000. Quando os Republicanos elegeram George Bush à presidência eles voltaram à carga, mas apesar de cortes significativos em seu orçamento, a agência continuou aberta. Em 2004 alguns de seus gastos foram congelados.

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Em resumo, a sobrevivência da SBA parece depender essencialmente da continuidade do partido Democrata no poder. Os Republicanos, tradicionalmente ligados à grande indústria e aos setores mais conservadores da sociedade, consideram a SBA como uma inaceitável interferência do estado na economia, que os créditos especiais da agência são um convite à corrupção e que, em essência, em uma verdadeira economia de mercado não há lugar para favorecimentos, e que as pequenas empresas devem aprender a se virar sozinhas. Em janeiro de 2012 o presidente Barack Obama, que pertence ao partido Democrata, anunciou a sua intenção de elevar a SBA ao status de ministério, uma posição que ela já havia ocupado na administração Clinton (Democrata), sendo depois rebaixada por Bush (Republicano).

No Brasil, a instituição mais visível de suporte à pequena empresa é o SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). O SEBRAE surgiu nos anos 70, na forma de uma agência do governo federal, mas em outubro de 1990 ele desvinculou-se da administração pública, passando a ser um serviço social autônomo, sem fins lucrativos.

A instituição está presente nos municípios mais importantes do país, na forma do assim chamado Balcão de Atendimento, onde são prestados serviços de consultoria empresarial nas mais diversas especialidades: Finanças, Marketing, Recursos Humanos, Administração, Produção, Jurídico, Agronomia, Qualidade, Turismo, Tecnologia da Informação, Comércio Exterior, Projetos, entre outros.

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