Resenha do trabalho desenvolvido pelas autoras, Larissa Estela Berehulka Balan Lea, Joiceli Dos Santos Fabricio, Aparecida Fabiana De Freitas, Keila Murara.

O índice da atividade empreendedora está em constante crescimento, em diversos cenários e contextos sociais, cujo destaque é a participação das mulheres. A inclusão das empreendedoras no mercado de trabalho e sua inserção no ensino superior foram fatores que contribuíram paras essas mudanças, principalmente no que se refere constituição de empresas.

“O empreendedorismo é um estágio maior a ser alcançado no nível profissional ou empresarial, relacionado com a capacidade, visão e competência de perceber oportunidades e criar soluções que gerem crescimento e resultados. Resultados que estão vinculados com a possibilidade do empreendedor em assumir riscos em termos de patrimônios, tempo e comprometimento com a carreira”. (HISRICH; PETERS e SHEPHERD, 2009).

“O empreendedorismo por mulheres está relacionado com a reestruturação da organização do trabalho decorrente de grandes transformações nos processos produtivos e na economia como um todo. O trabalho feminino tem aumentado significativamente, causando alterações no tamanho e na composição do mercado de trabalho e para muitas mulheres, possuir e conduzir uma empresa representa a possibilidade de se incluir ou se manter neste mercado” (JONATHAN, 2003).

Machado (1999) argumenta que as mulheres empreendedoras são descritas como, ativas, inovadoras, persistentes, com alto desejo de realização e independência, são adaptáveis as mudanças e acreditam que o seu sucesso seja resultado de suas ações. Apesar do relatório GEM (2009) apontar que as mulheres representavam na época 53% dos empreendedores brasileiros, e no ano de 2010 ainda apresentar proporcionalidade dos índices, os empreendimentos femininos em alguns contextos empresariais são percebidos como incertos ou de risco (CARTER ET AL., 2007).

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Com relação a perfil de empreendedoras e das empresas, Gouvêa, Silveira e Machado (2008), mencionam o estudo de Dhaliwal (2006), que se originou de resultados de estudos realizados com empreendedoras inglesas, australianas, canadenses e americanas. O estudo constata que as mulheres tendem a iniciar empresas, entre 20 até 40 anos de idade, apresentando como principais desafios a falta de confiança e pressões financeiras.

Já no Brasil, estudos realizados por Machado (2002) apontaram resultados semelhantes de perfil das empreendedoras brasileiras. Com relação as questões demográficas, Natividade (2009) salienta que a faixa de idade que se encontra maior concentração de empreendedoras no Brasil está entre 25 e 34 anos.

Machado (2009) revela que negócios conduzidos por mulheres são propícios a serem pequenos devido ao estilo de vida que possuem. Os negócios sofrem influencia com relação ao trabalho, família e comunidade e existem barreiras estruturais, culturais e sociais que consequentemente atrapalham o desenvolvimento da empresa.

“Quanto ao ato de empreender, fatores como dificuldade de acesso ao crédito, conciliar as atividades profissionais e os cuidados com a família e predominância masculina em determinados setores, são algumas das barreiras identificadas”. (CARTER et al., 2007; AHL, 2006; GODWIN et al., 2003).

Machado (2009) salienta que as mulheres empreendedoras iniciam seu empreendimento a partir da própria motivação e coragem, como estratégias de conquista por razões positivas como a independência e autonomia. No entanto, existem algumas barreiras enfrentadas por elas no momento em que decidem iniciar seu empreendimento e durante o desenvolvimento do mesmo.

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É possível concluir que após essas dificuldades as mulheres empreendedoras desenvolveram como características levantar primeiramente recursos de suas economias pessoais, em segundo apoio financeiro familiar e em último caso procuram uma instituição financeira.

Foi possível  identificar que, as mulheres necessitam vencer barreiras maiores do que os homens se elas escolheram esse caminho em particular.

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