bom empresário

O que é ser um bom empresário? Em resumo, este é um tema sugerido por um dos amigos desta coluna, o Luiz Bicalho. Ele provoca sobre como conciliar os conceitos propostos no livro “O Monge e o Executivo” nesses dias de tanta pressão, tanta competição, tanta avidez pelo material.

O primeiro, meu, problema é que eu não li o livro, apesar de ser um antigo best-seller. Conhecia fragmentos em artigos, que discutiam pontos específicos. Mas fui na Internet e achei e li um bom resumo. E resolvi encarar a provocação só com isso.

Resumo do resumo, o livro, a partir de um executivo em crise, desenvolve temas como poder e autoridade, liderança, bondade, respeito, paciência, comprometimento e amor nas nossas vidas, mas com destaque para o ambiente profissional. E como lidar melhor com esses temas pode trazer reflexos positivos ao mesmo. E destaco um ponto fundamental: a prática e sua capacidade de influenciar nossos pensamentos e sentimentos.

Ora, a resposta está no próprio livro. É preciso ocorrer uma ruptura. E como fazê-la? O executivo só conseguiu enxergar uma nova forma de ver o mundo e trazê-la para o seu dia-a-dia a partir da “ajuda” do monge. Achar o seu monge é o caminho. Isso pode vir em livros, consultores, coachings, meditação, terapia, grupos de discussão ou algo que o valha. E quem sabe só um pouquinho de “vergonha na cara” pra vencer a inércia. O que a gente precisa é de um clique. Um ponto de mutação. Entrar no processo de mudança. Que pode ser lento e doloroso.

Leia mais:   Como uma consultoria empresarial pode ser essencial para a sua empresa?

E a questão central não é conciliar, é mudar. Você pode até continuar a fazer algumas coisas da mesma forma, mas as compreendendo de outra forma, o que não te gerará estresse. E nas que isso não for suficiente, você terá que mudar efetivamente a forma de fazer. Ou não ocorrerá a mudança, já que ainda não inventaram um jeito de mudar sem mudar. E melhorar a qualidade de vida, sua e do seu entorno, não quer dizer trabalhar menos, mas trabalhar melhor. Meu pai, um trabalhador compulsivo, passou a trabalhar menos depois que enfartou, até que um dia ele concluiu que ficar muito à toa dava mais estresse que trabalhar muito. Ele voltou a trabalhar quase do mesmo tanto, mas só naquilo que gostava e do jeito que gostava. Tudo perfeito, acima do que o mercado pagava. Mas era o jeito que ele tinha prazer. Viveu mais 14 anos, contrariando o médico, que lhe deu só mais 5.

Mas voltando ao ponto fundamental que destaquei, a gente é o que a gente faz, não o que a gente fala ou pensa. E ele defende no livro que a prática muda nosso pensamento e sentimento sobre as coisas. É um lento incorporar. Concordo totalmente com isso.

Pra não perder o hábito de consultor, finalizo com minhas recomendações, Luiz. Filosofe, mas pratique. Bondade pega. E dá muito prazer. Trabalhe o quanto quiser, se lhe dá prazer. Se não dá, meta o planejamento estratégico nele. E mude o que faz. Ou apenas como faz. Ou apenas como se sente em relação ao que faz. E, por fim, respeite os limites do seu corpo. Mesmo pra fazer coisas boas. Esse apêndice merece muito carinho, ainda mais depois dos 50. Cuide bem dele. Quando o corpo está fraco, a mente também fica.

Leia mais:   A importância de estudar a concorrência no plano estratégico empresarial

Abraços,

Flávio Barcellos Guimarães

Consultor Empresarial

Related Post

Alguns vídeos que podem lhe interessar:

O que é e quanto custa um PLANO DE NEGÓCIO?
O que é e quanto custa um PLANO ESTRATÉGICO EMPRESARIAL?
O que é e quanto custa uma AVALIAÇÃO DE EMPRESA?