O Dinheiro Fácil Pode Ensinar-nos Duras LiçõesUma das lições que os homens de negócios tarimbados acabam aprendendo de forma dolorosa, é que se você corre atrás daquilo que aparenta ser um dinheiro fácil, você frequentemente avança na direção errada; muitas vezes até mesmo para fora da estrada.

Em mais de algumas poucas ocasiões – especialmente naqueles anos iniciais, mais “famintos”, em que se inicia um novo negócio – o empreendedor inexperiente muitas vezes cai na armadilha do “objeto dourado”: ele enxerga algo aparentemente tão irresistível que ele precisa perseguir a todo custo. Isso poderia vir na forma da tentadora idéia de uma linha secundária do seu produto principal, um novo canal de vendas sem qualquer relação com o núcleo do seu negócio, ou alguma outra estrada vicinal que parecia capaz de ajudar o seu negócio a dar um grande salto em vez de continuar em seus passinhos medidos. Todos nós sabemos como termina a estória da tartaruga e da lebre.

Haverá vezes em que você invadirá a outra pista deliberadamente, com os olhos abertos, e sem remorsos, e tudo dará certo no final. Mas com frequência maior, você descobrirá que teria sido bem melhor ter permanecido na sua missão original. Na maioria das vezes as penalidades serão severas – algum dinheiro e algum tempo perdido – mas por uma ou duas vezes a tentação vai mordê-lo com força. À semelhança da sabedoria convencional do mercado de ações, pode-se dizer com certeza que você irá sair-se muito melhor a longo prazo, se você simplesmente mantiver o seu curso.

Leia mais:   Experiência e inovação nos negócios: quando mexer no que está ganhando?

Não existe essa coisa chamada dinheiro fácil. Se houvesse, estaríamos todos deitando e rolando nele. Algumas pessoas – como o leonizado “empreendedor serial” – podem fazer um monte de coisas diferentes ao mesmo tempo, ou em uma rápida sucessão. Mas a vasta maioria de fundadores e de proprietários de pequenos negócios estão trabalhando com recursos preciosamente limitados, e são melhores servidos ao optar por uma trilha e nela permanecer com intensidade e disciplina, sejam quais forem as tentações encontradas à beira dessa trilha.

Afastar os olhos do seu verdadeiro prêmio em favor desse objeto brilhante pode ter consequências que vão desde o desperdício da distração, passando por perdas diretas e custos de oportunidade, até reveses significativos ou mesmo o desastre. É possível que você já tenha experimentado toda essa série de contratempos (exceto, espero, o último da série!), e é certo que apesar de alguns desses projetos fora da rota terem sido bem sucedidos, você teria preferido ter de volta todo o tempo e todo o dinheiro que investiu neles.

Assim, aqui vão algumas dicas aprendidas a duras custas por empreendedores experientes, para que não precisemos cair na mesma arapuca, toda vez que formos perseguidos pela tentação de sair correndo atrás de uma barbada.

Acredite naquilo que você está fazendo e seja consistente. Isso pode ser difícil, especialmente no início, quando você precisa desesperadamente fazer entrar algum dinheiro na sua conta. Mas se você acreditou o bastante na sua idéia de negócio para dar o salto, então você precisa insistir nela. Quase todo negócio exige um período de pena e sacrifício, mas você tem uma probabilidade maior de encurtar esse período difícil se avançar em linha reta, em vez de ziguezaguear em busca de atalhos inexistentes. Isso pode ser um sinal de que você não está comprometido de todo com a sua idéia, ou não está preparado a fazer os sacrifícios necessários, ou mesmo, que a coisa simplesmente não está funcionando.

Leia mais:   5 dicas para economizar recursos financeiros na empresa

Se você não possui uma crença profunda naquilo que está fazendo, ou se isso realmente não estiver funcionando, mude-o se puder. Mas seja decisivo: vacilar ou ser excessivamente teimoso – especialmente quando os recursos são escassos – provavelmente não compensará. Portanto, considerando-se os seus recursos, habilidades, cronograma, diligência e tolerância ao risco, decida qual é o seu melhor próximo passo, e transfira tenazmente o seu foco para essa nova posição (O último termo popular para essa atitude no jargão das startups é “pivô”).

Tenha planos a curto prazo (este ano), médio prazo (3-5 anos) e longo prazo (5+ anos). Um empreendedor bem sucedido disse em uma recente entrevista que mantem planos escritos para 3 meses, 6 meses, e então 3, 5 e 20 anos, e os lê duas vezes todos os dias, quando acorda e quando vai dormir. Vinte anos? Haja disciplina.

É claro que quanto mais longo o horizonte do tempo, mais isso parece uma visão do que um plano, mas ambos são importantes. A visão lhe diz onde você deseja estar, o plano ajuda-o a chegar lá. Você pode alterar ambos à medida que vai em frente, mas eles deverão suprir um mapa que mantenha você em uma rota direta e estreita.

Geralmente você é bom na parte da visão, mas é na hora do plano que as coisas se complicam, e é lá também que você é frequentemente atraído pelos objetos brilhantes.

Leia mais:   O lado bom e o lado ruim de um ambiente de trabalho virtual

Ninguém está sugerindo que você nunca deva tentar coisas novas, ou assumir riscos – isso, é claro, é a essência do empreendedorismo – mas você precisa tomar essas decisões baseadas naquilo que você tem, naquilo que você pode fazer, naquilo que tem a chance de oferecer o melhor retorno para o seu tempo e o seu dinheiro a longo prazo, e naquilo que você está preparado a perder.

Se você é um empreendedor típico, cujos recursos são limitados, ou o proprietário de uma pequena empresa com um negócio bom e promissor, a sua melhor aposta provavelmente será manter o foco no seu alvo quer chova ou faça sol, em vez de deixar-se levar por distrações potencialmente dispendiosas.

Marco Fernandes

ProLucro Consultoria Empresarial

Alguns vídeos que podem lhe interessar:

O que é e quanto custa um PLANO DE NEGÓCIO?
O que é e quanto custa um PLANO ESTRATÉGICO EMPRESARIAL?
O que é e quanto custa uma AVALIAÇÃO DE EMPRESA?