O que é Plano de Negócios“Se você deixar de planejar, estará planejando o seu fracasso.”

“Uma meta sem um plano é apenas um desejo.”

“Se não optarmos por um plano, estaremos delegando a terceiros o nosso planejamento.”

Todo mundo já ouviu frases desse tipo, e provavelmente muitas outras, sobre a importância do planejamento. E você certamente terá dificuldades em encontrar um livro sobre empreendedorismo, cujo primeiro capítulo não contenha uma recomendação para que você escreva um plano de negócios. Mas para a maioria das pessoas, e para a maioria das startups, o valor de um plano clássico de negócios – particularmente os do tipo excessivamente longo, minucioso e cheio de gráficos – é exagerado.

Evidentemente, isso não significa que empreendedores aspirantes devam simplesmente mergulhar descuidadamente em um projeto, com nada nas mãos além de uns trocados e um sonho. O importante é compreender para que serve um plano de negócios, e daí investir o tempo e o esforço necessários na sua elaboração. Um plano de negócios pode ser útil para:

Visualização.

O valor imediato de um plano de negócios é tirar o seu sonho, a sua invenção, a sua ideia, as suas aspirações e expectativas da sua cabeça e registrá-los no papel, onde eles começam a tornar-se um pouco mais “reais.” Os seus pensamentos tornam-se organizados e maleáveis, você é capaz de mover o seu foco e tornar a movê-lo, afastar-se e revisitar o plano e, de forma geral, começar a enxergar os contornos reais do seu negócio.

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Realização de cortes.

De forma similar, ao colocar as coisas por escrito você tem a oportunidade de considerar de forma mais séria e profissional se as suas idéias, presunções, intenções e expectativas são realistas. Mais importante ainda, a configuração de um plano permite que outras pessoas participem do processo. O empreendedor típico tem a tendência de acreditar apaixonadamente em suas idéias e, muitas vezes, é difícil para ele aceitar que terceiros ponham em dúvida o seu sonho. Um plano bem escrito ajuda-o a manter-se honesto consigo mesmo, bem como obter opiniões honestas de terceiros.

Aprendizado.

Um plano digno desse nome requer pesquisa, e a redação de um plano de negócios deve funcionar como um processo educativo. Ele deve mostrar que você está familiarizado com a sua indústria, os seus concorrentes, a distribuição demográfica dos seus consumidores, e todos os demais componentes da paisagem da qual você pretende arrancar a sua fatia. Muitas vezes um empreendedor aspirante fica excitadíssimo com a sua ideia nova e inédita, apenas para descobrir de repente que esse exato negócio ou produto já existe há muito tempo. Informações básicas como esta nunca devem constituir-se em uma surpresa.

Financiamento.

Pessoas e instituições que estejam dispostas a emprestar dinheiro ou a investir em um novo negócio sempre vão querer ver algum plano e alguns “números,” mesmo que esses números sejam pura conjectura e dificilmente se materializem. Eles querem comprovar se você fez o seu “dever de casa,” determinar se a sua visão e as suas projeções são realistas, compreender como você pretende alcançá-las para, no final, decidir se você representa um risco aceitável (no caso de um fornecedor de crédito) ou um retorno potencial (no caso de um investidor).

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Mas não caia na velha armadilha de permitir que a carência de capital faça-o engordar o seu plano com acréscimos inúteis. Se você manipular os números para justificar o financiamento que deseja, um plano obeso poderá voltar-se contra você mais tarde.

Marco Fernandes

ProLucro Consultoria Empresarial

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