Resenha da Dissertação apresentada à Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas como requisito obrigatório do Curso de Mestrado Executivo em Gestão Empresarial, pelo autor, Vitor Luciano De Almeida Benevides, no ano de 2010.

As organizações são alvos constantes de mudanças impostas pelo ambiente em que estão inseridas. Essas mudanças ocorrem como consequência das incertezas macroeconômicas, como também pela evolução constante dos sistemas de comunicação, pela concorrência ou por outros fatores que exigem uma adaptação rápida e consistente para se manterem no mercado competitivo.

Desta forma, as competências interpessoais são apontadas como fator determinante para o sucesso. Os indivíduos que conseguem se adaptar, redefinindo prioridades e promovendo crescimento e desenvolvimento organizacional sustentável, são denominados como líderes.

Ao longo das últimas décadas, as organizações têm vivenciado inúmeras alterações, desde a estrutura de seu capital econômico até as relações existentes entre os indivíduos e destes com a empresa. Pessoas de diferentes religiões, origens, formações acadêmicas e visões políticas se reúnem em empresas ou organizações a fim de exercerem suas atividades profissionais.

Esta heterogeneidade de indivíduos transparece nas divergências de pensamentos, métodos e formas adotadas para realização de tarefas, comuns à organização.

Em contraste com estas personalidades individuais, as personalidades coletivas somente emergem e se tornam indivíduos quando começam a interagir como conjunto.

Etzioni (1964) apud Hall (2004) explica que “as organizações são entidades sociais ou agrupamentos humanos deliberadamente criados e recriados para atingir metas específicas.”

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Nunes (2008), que recorre a escola clássica, define “organização como um conjunto de duas ou mais pessoas que realizam tarefas, seja em grupo, seja individualmente, de forma coordenada e controlada, atuando num determinado contexto ou ambiente, com vista a atingir um objetivo pré-determinado através da ação eficaz de diversos meios e recursos disponíveis, liderados ou não por alguém com as funções de planejar, organizar, liderar e controlar.”

Neste meio, onde organizações são criadas para atingir metas ou objetivos específicos, McWhinney (1997) descreve liderança como o mais importante fator singular para atingir soluções. Yukl (1998) apud Jacobs e Jaques (1990) descreve liderança como sendo o processo de dar propósito ao esforço coletivo ao provocar o desejo de despender este esforço para se atingir o objetivo.

A liderança também é vista como um fenômeno de construção social no qual o líder interage com seus liderados (SMIRCICH; MORGAN, 1982). As interações entre líderes e liderados são importantes para o contexto social e busca principalmente alcançar metas e corresponder às expectativas das organizações para as quais desempenham suas funções.

Nem sempre existe uma interação harmoniosa entre lideres e liderados, cuja causa pode ser atribuída ao tipo de liderança exercida, ao grupo ou à organização.

No entanto, a falta de harmonia resulta em perdas para todas as partes, principalmente para a organização. Assim, fazer com que grupos e pessoas sigam estratégias, políticas e procedimentos  oque de fato é fundamental para o alcance dos resultados esperados.

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Liderança é o processo de influenciar as atividades de um grupo organizado em direção à realização de um objetivo (RAUCH; BEHLING, 1984). Liderança com base na influência é definida por Raven (1990, p. 495) como “uma mudança na opinião, na atitude, ou no comportamento de uma pessoa (o alvo da influência) que resulta da ação, ou da presença de outra pessoa (agente da influência).”

A convicção individual de que suas atividades são as mais relevantes para os objetivos da corporação levam integrantes dos mais variados níveis hierárquicos a utilizar diferentes táticas na tentativa de influenciar os demais a agirem conforme sua vontade, exercendo, mesmo que de forma inconsciente, o poder, que segundo Etzioni (1968, p. 98) é “a habilidade de um ator de induzir o outro a seguir sua orientação.”

O sucesso deste processo, pelo qual pessoas persuadem outras a seguir seus conselhos, sugestões ou ordens é definido como influência (KEYS; CASE, 1990). A influência pode ser realizada por meio da utilização de inúmeras táticas, entretanto, a análise da melhor tática a ser empregada deve considerar muitos fatores, dentre eles a situação, o influenciador, o influenciado, o grupo e os recursos disponíveis e o contexto sócio cultural no qual a organização está inserida.

Em todas as organizações pessoas tentam influenciar umas as outras e vários tipos de comportamentos específicos são utilizados para exercer influência. Por esta razão, e a fim de investigar mais formalmente a relação entre a liderança e os tipos de táticas de influência utilizadas pelos líderes no exercício de suas atribuições.

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O objetivo principal desta resenha foi avaliar as relações dos estilos de liderança transformacional, transacional e Laissez-faire conforme conceituados por Burns (1978) e Bass (1985) com os tipos de táticas de influência propostas por YUKL (2001) e verificar a performance de cada estilo de liderança e das táticas de influência empregadas pelos líderes na condução de suas equipes nas organizações.

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